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CÂNCER DE MAMA

     O câncer de mama é a segunda causa de morte por câncer entre as mulheres e o tipo mais comum de câncer entre elas depois dos tumores na pele. Só nos Estados Unidos morrem mais de 40 mil mulheres ao ano por causa desta doença e estima-se que mais de 200 mil têm diagnóstico de câncer de mama ao ano.

     No caso do Brasil as estatísticas mostram fatos também alarmantes: ocorrem 10.5 mortes por cada 100 mil mulheres, o que significa mais de 10 mil mortes ao ano. Estima-se que mais de 40 mil novos casos são diagnosticados ao ano, principalmente na faixa etária entre 40 e 69 anos. Segundo as estatísticas, um dos fatores que mais dificultam o tratamento desta doença no pais, é o fato da detecção ser feita quando ela está num estágio avançado, diminuindo assim as chances de sobrevida das pacientes.

     Também os homens podem desenvolver este tipo de câncer, mas sua ocorrência neles é muito menor (menos de 1% dos casos).

     Quanto mais se saiba sobre esta doença e como preveni-la , tanto mais poderão-se diminuir as mortes causadas por ela.

FATORES DE RISCO E PREVENÇÃO

     Existem fatores de risco (que promovem sua aparição) e fatores de proteção (que diminuem as chances de desenvolvê-la).

  • Idade: O risco aumenta a medida que a mulher envelhece, especialmente acima dos 50 anos.
  • Exposição a hormônio : As terapias hormonais usadas para combater os sintomas da menopausa podem aumentar o risco de contrair câncer de mama. Alguns tipos de anticoncepcionais também podem acrescentar esse risco. Submeter-se a um tratamento hormonal deve ser meditado e discutido com o médico de confiança.
  • Não ter engravidado ou ter engravidado tardiamente : Pesquisas mostram que as mulheres que engravidaram pela primeira vez após os 35 anos ou que nunca engravidaram, possuem maior risco de enfermar de câncer de mama.
  • Longo período menstrual: O risco é maior nas mulheres que iniciaram a menstruação antes dos 12 anos ou tiveram menopausa após os 55 anos.
  • História familiar: Ter mãe ou irmã que enfermaram de câncer de mama, principalmente se foram diagnosticadas quando jovens, coloca a mulheres dentro do grupo de risco e é aconselhável para ela consultar com seu médico.
  • Obesidade: A gordura promove a secreção de hormônio feminino, aumentando o risco de aparecimento de câncer de mama.
  • Doença benigna da mama:A hiperplasia atípica, uma condição anormal, mas não cancerosa é também um fator de risco.
  • Exercício físico: Sendo que o exercício físico provoca uma diminuição na secreção de hormônio feminino associado ao risco de padecer câncer de mama, praticar algum tipo de esporte e manter uma vida ativa, favorece a prevenção do câncer de mama.
  • Dieta: O tipo de alimentação pode ser considerado um fator de risco quanto um de proteção, dependendo do que o constitui.

     Uma dieta rica em gorduras animais (carne, manteiga, leite integral, queijos, natas, frituras, presunto, lingüiça, pele de frango, carnes gordas, etc.) aumenta o risco. Ingerir bebidas alcoólicas está associado a um discreto aumento no risco de desenvolver câncer de mama.
     Uma dieta naturista rica em legumes, verduras e frutas pode diminuir esse risco.

PREVENÇÃO

     Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) "o câncer de mama tem cura" e "as estratégias de atuação para a prevenção do câncer de mama podem ser classificadas em dois tipos: as que visam evitar a sua formação (prevenção primária), e as que têm por objetivo sua detecção precoce (prevenção secundária)".

     A prevenção primária baseia-se em evitar os fatores de risco e aproveitar os de prevenção. A SBM adverte: " Em termos de prevenção primária, devem ser lembradas, em primeiro lugar, as medidas mais simples, dietéticas e comportamentais, que valem a pena ser estimuladas. Deve-se evitar obesidade, sedentarismo, alimentos gordurosos e ingestão alcoólica em excesso."

     A detecção precoce está conformado por: o auto-exame, o exame clínico e a mamografia. Muitos tumores de mama não dão qualquer sintoma. A mulher deve se familiarizar com seu próprio corpo, atendendo a aparência, sensações, formas e texturas de suas mamas para detectar qualquer alteração. Deve-se procurar alterações da coloração, superfície ou textura na pele da mama, ou do mamilo; descarga (saída de secreção) através do mamilo e aparecimento de nódulos novos. A ocorrência de dor persistente implica procurar o médico o antes possível.

     O Programa Nacional de Controle do Câncer do Colo, do Útero e de Mama - Viva Mulher estabelece:

     A detecção precoce é a principal estratégia para controle do câncer de mama. Segundo as orientações do Consenso para o Controle do Câncer de Mama, as seguintes ações são recomendadas para o rastreamento do câncer de mama em mulheres assintomáticas:
  • Exame Clínico das Mamas realizado anualmente, para as todas as mulheres com 40 anos ou mais. O Exame Clínico das Mamas deve fazer parte, também, do atendimento integral à mulher em todas as faixas etárias;
  • Mamografia, para as mulheres com idade entre 50 a 69 anos, com o intervalo máximo de dois anos entre os exames;
  • Exame Clínico das Mamas e Mamografia anual, a partir dos 35 anos, para as mulheres pertencentes a grupos populacionais com risco elevado de desenvolver câncer de mama. São consideradas mulheres de risco elevado aquelas com: um ou mais parentes de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com câncer de mama antes dos 50 anos; um ou mais parentes de primeiro grau com câncer de mama bilateral ou câncer de ovário; história familiar de câncer de mama masculina; lesão mamária proliferativa com atipia comprovada em biópsia;
  • As mulheres submetidas ao rastreamento devem ter garantido o acesso aos exames de diagnóstico, ao tratamento e ao acompanhamento das alterações encontradas.

     O auto-exame das mamas não deve substituir o exame clínico realizado por profissional de saúde treinado para essa atividade. Entretanto, o exame das mamas pela própria mulher ajuda no conhecimento do corpo e deve estar contemplado nas ações de educação para a saúde.

     O exame clínico das mamas é a palpação da mama, das regiões axilares e das supraclaviculares, realizado por um profissional de saúde (médico ou enfermeiro) durante uma consulta. Nesse exame, poderão ser identificadas alterações na mama e caso necessário será indicado um exame mais específico, como a mamografia.

     A mamografia é um exame radiológico realizado em um aparelho de alta resolução que permite visualizar imagens tumorais e calcificações. Consiste em colocar a mama entre duas placas e emitir um raio-X. A radiação recebida pela paciente é pequena, não sendo prejudicial à saúde. A mamografia permite identificar lesões não-palpáveis e descobrir o câncer de mama quando o tumor ainda é bem pequeno.

COMO FAZER O AUTO-EXAME? (Recomendações da SMB )

  1. Em pé, em frente ao espelho. Observe o bico dos seios, a superfície e o contorno das mamas.
     
  2. Em pé, em frente ao espelho, levante os braços. Observe se com o movimento aparecem alterações de contorno e superfície das mamas.
     
  3. Deitada, a mão direita apalpa a mama esquerda. Faça movimentos circulares suaves apertando levemente com as pontas dos dedos.
     
  4. Deitada, a mão esquerda apalpa a mama direita. Repita deste lado movimentos circulares apertando levemente com as pontas dos dedos.
     

     As informações contidas neste artigo de jeito nenhum tentam substituir o conselho médico profissional, quaisquer sejam os sintomas, o diagnóstico ou o tratamento médico indicado.

 

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