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A gordura é um dos componentes
essenciais para a dieta humana. Além de fornecer maior
quantidade de energia por unidade de peso (9 Kcal/g), quando
comparada aos carboidratos (3,75 Kcal/g) e à proteína (4
Kcal/g), ela contém ácidos graxos essenciais (linoléico e
linolênico), que não são produzidos pelos mamíferos, mas
precisam estar presentes na dieta, e auxilia no transporte e
absorção, pelo intestino, das vitaminas lipossolúveis, A, D,
E, e K. Além disso, confere sabor ao alimento.
As gorduras trans são um tipo
específico de gordura criadas através de um processo de
hidrogenação. Elas podem se formar naturalmente ou
artificialmente por um processo industrial. Elas estão
presentes principalmente nos alimentos industrializados embora
que os alimentos de origem animal como a carne e o leite
também possuem estas gorduras mas em quantidades pequenas.
No caso das gorduras trans
industrializadas, elas se forman a partir das gorduras
insaturadas. Acontece que estas gorduras insaturadas
geralmente não são sólidas a temperatura ambiente e para ser
utilizadas pela indústria alimentícia, são submetidas a um
processo que as torna mais estáveis e duráveis (processo de
hidrogenação). Esse processo adiciona hidrogênio a óleos
vegetais (de soja e milho, por exemplo), com o objetivo de
solidificá-los a temperatura ambiente. Como resultado,
obtém-se uma gordura mais espessa e mais resistente ao
processo de oxidação lipídica, o que aumenta seu prazo de
validade e assim também a vida de prateleira de alguns
produtos. Os principais alimentos provenientes desse processo
são a margarina (quanto mais dura ela é, maior sua
concentração de gordura trans) e a gordura vegetal
hidrogenada, que são base para a maioria dos alimentos
industrializados.
As gorduras trans, ingeridas e
absorvidas são usadas como fonte de energia e degradadas pelas
mesmas vias metabólicas das outras gorduras. Mas as pesquisas
têm demonstrado que elas têm sido implicadas na etiologia de
várias disfunções metabólicas. Além disso, elas podem
substituir os ácidos graxos essenciais nos tecidos e competir
por enzimas específicas fundamentais, o que resulta no
bloqueio do metabolismo dos ácidos graxos essenciais.
Recentemente, outras importantes implicações nutricionais
das gorduras trans têm sido extensivamente estudadas.
Demonstra-se que ocorre um aumento lipoproteínas de baixa
densidade (LDL) que constituem o "colesterol ruim", e uma
diminuição das lipoproteínas de alta densidade (HDL) ou
"colesterol bom". Este fato contribui para o desenvolvimento
das doenças cardiovasculares. Além disso, a gordura trans
aumenta a taxa de triglicerídeos. Isso significa que os
estragos à saúde são grandes.
Em outros estudos recentes, os
resultados confirmam a importância na redução da ingestão de
gordura saturada bem como dos ácidos graxos trans por terem
papel similar na patogenia de coronariopatia. No Consenso
Brasileiro sobre Hiperlipemia da SBC - Departamento de
Arterosclerose (1993-1996) estão contidas afirmações segundo a
qual deve-se orientar a redução na ingestão de gordura
saturada. Indiretamente, sugere-se que o uso de produtos
livres de gorduras trans, como a Halvarina, em substituição
das gorduras trans.
Em outras palavras, o consumo de
gorduras trans faz mal para a saúde, no entanto não há
informação disponível que mostre benefícios a saúde a partir
do consumo de gordura trans. Depois de vários anos de estudos,
em 2003, a Food and Drugs Administration (FDA), agência do
governo norte-americano responsável pela regulamentação de
alimentos e medicamentos, estabeleceu a obrigatoriedade de que
os rótulos dos produtos informem sobre a presença desse tipo
de gordura.
QUAIS ALIMENTOS SÃO RICOS
EM GORDURA TRANS?
Basicamente deve-se ter cuidado
com os alimentos industrializados :
Biscoitos, salgadinhos de
pacote, produtos de confeitaria, pipocas de microondas,
biscoitos recheados, bolachas , maionese, margarinas duras,
massas folhadas bolos industrializados, sorvetes do tipo
cremoso, pratos congelados industrializados, batata frita,
sopas e cremes instantâneos, entre outros alimentos
prontos.
COMO PODEMOS CONTROLAR O
CONSUMO?
A leitura dos rótulos dos
alimentos permite verificar quais alimentos são ou não ricos
em gorduras trans. A partir disso, é possível fazer escolhas
mais saudáveis, dando preferência àqueles que tenham menor
teor dessas gorduras, ou que não as contenham.
COMO É DECLARADO O VALOR DE
GORDURAS TRANS NOS RÓTULOS DOS ALIMENTOS?
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INFORMAÇÃO NUTRICIONAL |
Quantidade % VD (*) por
porção |
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Porção ___ g (medida caseira) |
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Valor Calórico kcal |
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Carboidratos g |
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Proteínas g |
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Gorduras totais g |
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Gorduras saturada g |
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Gorduras trans g
* |
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Fibra alimentar g |
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Sódio mg |
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O valor é declarado em gramas
presentes por porção do alimento. A porcentagem do Valor
Diário de ingestão (%VD) de gorduras trans não é declarada
porque não existe requerimento para a ingestão destas
gorduras, ou seja, não existe um valor que deva ser ingerido
diariamente. A recomendação é que seja consumido o mínimo
possível.
(*) A quantidade de gordura trans é declarada somente
em gramas porque não há valor diário estabelecido.
Assim, para saber se um alimento é
rico em gordura trans basta olhar a quantidade por porção
dessa substância. Não se deveria consumir mais que 2 gramas de
gordura trans por dia.
É importante também verificar a
lista de ingredientes do alimento. Através dela é possível
identificar a adição de gorduras hidrogenadas durante o
processo de fabricação do alimento.
Fontes: http://www.anvisa.gov.br
http://www.educacional.com.br
http://boasaude.uol.com.br
As
informações contidas neste artigo de jeito nenhum tentam
substituir o conselho médico profissional, quaisquer sejam os
sintomas, o diagnóstico ou o tratamento médico
indicado.
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