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TABAGISMO: ... SUICÍDIO COLETIVO?(II)

continuação....

"Pesquisas comprovam que aproximadamente 47% de toda a população masculina e 12% da população feminina no mundo fumam. Enquanto nos países em desenvolvimento os fumantes constituem 48% da população masculina e 7% da população feminina, nos países desenvolvidos a participação das mulheres mais do que triplica: 42% dos homens e 24% das mulheres têm o comportamento de fumar."

Segundo a OMS ( Organização Mundial da Saúde) o tabaco é a segunda maior causa de morte no mundo. É o quarto fator de risco mais comum das doenças no mundo inteiro.

A metade das pessoas que fumam hoje em dia (algo assim como 650 milhões) eventualmente serão mortos pelo tabaco. Mais de um milhão de pessoas de 350 milhões de fumantes morrem vítimas do tabagismo a cada ano na China e, segundo a OMS, este número poderia chegar a 3 milhões em 2050.

Os prejuízos para a economia são igualmente devastadores. Aliás de os custos enormes da área da saúde pública envolvidos nos tratamentos das enfermidades causadas pelo tabaco, ele mata pessoas no momento da sua vida em que são mais produtivas, privando às famílias de quem às mantêm e às nações de uma força saudável de trabalho. Assim mesmo os trabalhadores que fumam são também menos produtivos enquanto eles permanecem vivos devido as conseqüências progresivas das diversas doenças provocadas pelo consumo de tabaco.

Um reporte feito em 1994 estimou que o uso de tabaco provoca perdas globais netas de U$S 200 bilhões ao ano, acontecendo a terceira parte delas nos países em desenvolvimento. O tabaco e a pobreza estão inseparavelmente unidas. Muitas pesquisas têm mostrado que nos lares mais pobres de países de baixos ingressos, o 10% das despensas são destinadas à compra de tabaco. Isso implica que essas famílias destinam menores recursos á alimentação, educação e cuidados da saúde. Aliás têm se demonstrado que o tabaco conduz à subnutrição, altos custos de cuidado da saúde e morte prematura. Contribui ao analfabetismo pois o dinheiro que poderia ser gasto em educação se gasta em tabaco. Não existem dúvidas que esta epidemia mundial contribui para sobrecarregar os sistemas de saúde dos países, agravar a pobreza e dificultar o desenvolvimento sustentável.

Por exemplo, no Egito, o custo anual do tratamento de doenças vinculadas ao tabagismo chega a US$ 545 milhões e na China, a US$ 6,5 bilhões, segundo os últimos números disponíveis.

Além disso, existe uma importante tendência de aumento da dependência entre crianças, adolescentes e mulheres. A OMS considera o tabagismo como uma doença pediátrica em expansão, pois a idade média da iniciação é 15 anos e a cada ano cerca de 100.000 adolescentes começam a fumar, 80% dos quais são de países em desenvolvimento.

Fonte: OMS ( Organização Mundial da Saúde) www.who.int


Recomendações da OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde) para deixar o hábito de fumar

"Deixar de fumar não é fácil, porque a nicotina do tabaco é uma droga poderosa que cria dependência. Contudo, muitos fumantes conseguiram deixar o hábito. O esforço vale a pena, pois são muitos os benefícios em termos de saúde. Poucos dias após deixar de fumar, a capacidade do pulmão aumenta a diminui a probabilidade de ataque cardíaco. Dentro de algumas semanas, fazer exercício se torna mais fácil. Dentro de alguns meses, a tosse diminui, a energia aumenta e o corpo combate melhor as infecções. Em cinco anos, a taxa de mortalidade por ataque cardíaco se iguala à de um não-fumante e a de câncer pulmonar está na metade do caminho para igualar-se à de um não-fumante."

Motivação

"O ingrediente mais importante para deixar de fumar é a motivação. Se você não está pronto para deixar de fumar, provavelmente não vai conseguir. Pense nos motivos pelos quais você quer deixar de fumar. Por causa da sua saúde? Por sua família? Para economizar dinheiro? Seja qual for o motivo, você deve tê-lo sempre em mente."

"Embora seja difícil deixar de fumar sem ajuda, a maioria dos fumantes o faz por conta própria. Se você não dispuser de ajuda, eis algumas dicas para deixar de fumar."

"Fixe uma data específica para deixar de fumar e não volte atrás. Não escolha uma data que provavelmente será estressante, como um feriado."

"Deixe totalmente de fumar no dia marcado, passando do número de cigarros que você fuma para nenhum. Reduzir gradativamente os cigarros fumados por dia ou passar a fumar cigarros com baixos teores não são boas alternativas nem vão ajudar você a deixar de fumar."

"Estude o seu comportamento de fumante e pense nas atividades ou lugares que você associa ao hábito de fumar. Se possível, evite-os. Por exemplo, se você fuma quando bebe, talvez tenha que deixar de consumir bebidas alcoólicas ou não freqüentar bares. Se fuma após as refeições, levante-se e dê uma caminhada."

"Esteja preparado para os efeitos de abstinência, tais como ânsia de nicotina, irritabilidade, ansiedade e aumento do apetite, e faça um plano para enfrentá-los. Esses efeitos simplesmente significam que seu corpo está se ajustando à falta de nicotina, e isso é o que você quer."

"Prepare um plano de exercício realista que se encaixe nas suas atividades diárias. Um pequeno acréscimo de peso (geralmente, 3 a 5 quilos) após deixar de fumar é natural por vários motivos. Primeiro, você provavelmente buscará gratificações orais, como comida, para substituir os cigarros. Além disso, a nicotina suprime o apetite e aumenta o metabolismo, de modo que, ao parar de fumar, seu apetite aumenta e seu corpo não metaboliza a energia tão rapidamente. Contudo, seu apetite voltará ao normal após algumas semanas. Enquanto isso, exercício o ajudará a não ganhar peso e o manterá ocupado para pensar menos no cigarro."

"Peça à sua família e aos seus amigos que o ajudem. Pode tentar deixar de fumar junto com um amigo ou membro da família. Lembre-se: você não está sozinho. A maioria dos fumantes quer deixar de fumar e muitos na sua comunidade e em todo o mundo estarão tentando deixar de fumar ao mesmo tempo que você."

Buscando ajuda

"Se você não consegue parar de fumar de uma só vez, talvez tenha um alto nível de dependência física da nicotina. Nesse caso, você pode recorrer a tratamentos farmacêuticos, como os produtos que substituem a nicotina a buproprion, que ajuda a aliviar os sintomas físicos da falta de nicotina. Esses tratamento podem aumentar as suas chances de deixar de fumar."

"O aconselhamento feito por profissionais da saúde, seja individualmente ou em grupos, também aumenta as probabilidades de êxito. A combinação de aconselhamento e tratamento farmacêutico aumenta ainda mais a probabilidade de deixar de fumar."

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Fonte: OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde) www.opas.org.br

As informações contidas neste artigo de jeito nenhum tentam substituir o conselho médico profissional, quaisquer sejam os sintomas, o diagnóstico ou o tratamento médico indicado.

 

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