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INTELIGÊNCIA EMOCIONAL por Lelis Pachiarotti
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Nos últimos tempos o livro
"Inteligência Emocional" do psicólogo americano Daniel Goldman
tornou-se um best-seller mundial, revolucionando os conceitos
sobre a inteligência e as emoções, particularmente no mundo
empresarial e das relações interpessoais. Hoje, ainda que
tendo algumas críticas e opiniões contrárias a suas teorias, a
maioria dos espertos em relações humanas têm adicionado ao seu
trabalho os conceitos de Goldman sobra a Inteligência
Emocional.
Mas o que ela realmente é?
Tentaremos fazer uma aproximação à matéria, recomendando a
quem gostarem de saber mais a se remitir ao livro do Daniel
Goldman ou os muitos outros livros já escritos sobre a
matéria.
Durante muito tempo as empresas e
o mundo académico têm valorizado o potencial das pessoas para
se desempenhar nas diferentes atividades humanas, atingir
metas e obter logros, desde o ponto de vista da Inteligência
Tradicional, a qual mede-se por o que se conhece pelo nome de
IQ (Quociente de Inteligência). A Inteligência
Tradicional também é chamada de Inteligência Inteletual. O IQ
mede a capacidade do indivíduo de responder da melhor maneira
possível às exigências que o mundo lhe proporciona. para isso
os pesquisadores desenvolveram testes onde mediam as
capacidades verbal e nâo-verbal, o vocabulário, a solução de
problemas, o raciocínio abstrato, o processamento da
informação e as capacidades visuais e motoras.
Embora, a experiência tem
demonstrado que não existe uma relação direita entre elevados
valores de IQ e o êxito na vida ou o sucesso no trabalho.
Muitas pessoas brilhantes desde o ponto de vista da sua
inteligência racional (IQ elevado) têm fracassado como
empresários, pães, cônjuges, dirigentes ou empregados. Outros
não tão brilhantes na escola ou Universidade têm-se convertido
em pessoas de felizes e de sucesso. Onde está a explanação?
Segundo a teoria da Inteligência
Emocional a resposta pode-se achar nas habilidades dessas
pessoas bem sucedidas em lidar com suas emoções e com as das
pessoas ao seu redor. Apesar do mito de que a gente deve
sobrepor a razão à emoção, o fato é que deve-se procurar um
equilíbrio entre ambas.
Podem-se definir as emoções como
estados anímicos da mente conformados por pensamentos,
sentimentos e disposições para a ação, os que tendem a se
expressar através de manifestações corporais em
correspondência com elas. Algumas emoções são complexas, mas é
possível decompô-las em outras mais simples como amor,
surpresa, nojo, vergonha, medo, ira, alegria, tristeza, etc.
As emoções brindam à pessoa o
motor interior que a impulsa a agir. Dependendo do uso que
fizermos delas, elas nos permitem complementar nossas
capacidades inteletuais para projetá-las ao sucesso ou nos
somem no fracasso.
Segundo Daniel Goldman "a
inteligência emocional caracteriza a maneira como as pessoas
lidam com suas emoções e com as das pessoas ao seu redor. Isto
implica autoconsciência, motivação, persistência, empatia e
entendimento e características sociais como persuasão,
cooperação, negociações e liderança. Esta é uma maneira
alternativa de ser esperto, não em termos de QI, mas em termos
de qualidades humanas do coração... Muitos indícios atestam
que as pessoas emocionalmente competentes - que conhecem e
lidam bem com os próprios sentimentos e com os de outras
pessoas - levam vantagem em qualquer campo da vida".
Os espertos concordam em que as
bases da Inteligência Tradicional são genéticas e estão
influencias pelos acontecimentos e fatores ambientais e
familiares dos primeiros seis anos de vida da pessoa. Isto faz
a Inteligência Tradicional ser praticamente imodificável
durante o resto da vida. Ao contrário, a Inteligência
Emocional não é genética, pode ser desenvolvida aprendendo as
habilidades que a caraterizam. Outra vez Daniel Goldman
recomenda: "A inteligência emocional pode ser alcançada
por meio de treino e esforço, mas isso requer persistência. As
pessoas têm de identificar exatamente o que querem alcançar -
sendo um melhor ouvinte ou controlando seu temperamento
nervoso. Então deve se tornar diligente a ponto de identificar
mais situações nas quais costuma cair em velhos hábitos e
associá-las a uma reação produtiva. Ao realizar esse tipo de
exercício analítico firmemente por algumas semanas ou meses, a
pessoa poderá substituir os hábitos que deseja eliminar por
outros que acabam se tornando automáticos."
Também ele diz : " A chave
para a liderança está nos domínios da Inteligência Emocional,
não do QI. Liderança requer habilidades para persuadir e
inspirar, enfatizar e articular sentimentos".
Goldman fala de cinco domínios
principais onde as aptidões da Inteligência Emocional devem-se
desenvolver:
- autoconsciência:
capacidade para reconhecer um sentimento quando ele ocorre.
- autocontrole::
controlar os sentimentos a cada momento, saber lidar com
esses sentimentos e desenvolver a capacidade de
confortar-se, livrar-se da ansiedade (controle dos impulsos
e adiamento da realização de desejos), da tristeza ou da
irritabilidade.
- automotivação:: saber
motivar-se, colocando as emoções ao serviço de uma meta.
- empatia::
reconhecer as emoções dos outros, ouvir, compreender e
respeitar seus sentimentos.
- saber lidar com as emoções
dos outros
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