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MOTIVAÇÃO: A CHAVE DO PROGRESSO (II)
por Ladislao Kangyera

     No número anterior começamos a apresentar as diferentes maneiras de focalizar o relacionamento entre líderes e membros da equipe desde o ponto de vista da motivação. Falamos dos modelos tradicional e o baseado no fomento das boas relações humanas no ambiente de trabalho. A seguir continuaremos apresentando outros modelos que explicam a matéria da motivação.

O MODELO DAS NECESSIDADES

     As pessoas têm necessidades focalizadas no objetivo de levar vidas gratificantes. Enquanto elas tentam satisfazer as necessidades que o permitam, elas permanecem motivadas. Uma necessidade satisfeita não seria motivador.

     O psicólogo Abraham Maslow fez uma classificação hierárquica das necessidades das pessoas propondo que por enquanto elas não satisfazem as inferiores não se preocupam por obter a satisfação das superiores.

     A escada de necessidades proposta por Maslow consistia dos seguintes degraus:

  1. fisiológicas: saúde, alimentação, abrigo, etc.
  2. de segurança: protecção contra danos físicos, roubos, criminalidade, estabilidade no trabalho, etc.
  3. de pertencer ao um grupo: o que tem que ver com necessidades sociais, o indivíduo não pode viver isolado.
  4. de estima: a pessoa necessita se sentir valorada por si mesma e os demais, ser reconhecida.
  5. de auto-realização: sentir que ela é capaz de fazer coisas importantes, criar, atingir novos estágios na sua existência, fazer realidade seus sonhos.

     Outros pesquisadores também falam em estes termos, más utilizam outros nomes para os degrau. Por exemplo, necessidades existenciais, de relacionamento e de crescimento.

     A medida que um indivíduo vai tendo satisfeito um degrau da escada das necessidades, ele olha para o seguinte e lá está sua maior motivação. A partir das necessidades físicas deve ir satisfazendo cada necessidade antes de que a pessoa deseje satisfazer a necessidade do seguinte nível superior. Pelo contrário, quando ela perde uma posição determinada trata de evitar seguir caindo e sua motivação desce para não perder a satisfação das necessidades do seguinte nível inferior.

     Segundo as pesquisas as pessoas com uma grande necessidade de logros (auto-realização, crescimento) estão muito mais motivadas a aceitar responsabilidades e a auto-agir no trabalho.

     Antes de tirar algumas conclusões dos fatos apresentados no modelo das necessidades, veremos ainda mais um modelo, que está relacionado com aquele. Este modelo foi proposto por Frederick Herzberg.

MODELO DOS DOIS FATORES

     Herzberg e seus colaboradores estudaram as respostas de 200 pessoas referentes a diversos fatores que lhes motivavam ou não a progredir na sua atividade.

     Classificaram as respostas em 18 categorias repartidas em dois grupos: os fatores de satisfação (que chamaram de motivadores) e os fatores de insatisfação (que chamaram higiénicos) .

     Os fatores motivadores movem as pessoas a agir no sentido de progredir, de influenciá-las a melhorar seu desempenho. Sua presença é buscada pelos gerentes sendo que motivam á equipe a se superar.

     Os fatores higiénicos pelo contrário não motivam com a sua presença, mais com certeza a sua ausência fará que o desempenho fique em queda. Em outras palavras, a satisfação dos fatores higiénicos em nada motiva ás pessoas mas sua insatisfação as desmotiva.

     Quais alguns dos elementos de cada grupo?  Segundo Herzberg são fatores higiénicos:

O salário, as condições de trabalho, as políticas da companhia, a relação com membros da equipe, a vida pessoal, a saúde, a segurança.

     Eles determinam o contexto em que o trabalho é feito. Se algum deles ficar ruim, contribuirá a desmotivar o indivíduo.

Os fatores motivadores seriam:

O crescimento, o progresso pessoal, ter responsabilidades, o trabalho em si mesmo, o reconhecimento e a realização pessoal.

     Quem lidera uma equipe obterá melhores resultados procurando promover estes fatores motivadores.

     Liderar segundo os modelos das necessidades e de Herzberg implica para o líder reconhecer:

  1. Que as pessoas são distintas umas das outras, tanto em sua personalidade quanto as circunstâncias que as rodeiam. Em conseqüência podem ter necessidades diferenciadas.
  2. Que as necessidades das pessoas são dinâmicas; elas mudam com o tempo dependendo do que acontecer com elas.
  3. Portanto quando se trabalha com elas em uma equipe, elas devem receber atenção especial e diferenciada cada uma delas aparte de tudo o que se faça com o grupo inteiro.
  4. Quando o trabalho se converte num médio de satisfazer suas necessidades contribui a motivá-las (caso se trate dos fatores motivadores) ou a evitar seu desinteresse (caso dos fatores higiénicos).

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