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MOTIVAÇÃO: A CHAVE DO PROGRESSO (I)
Por Ladislao Kangyera
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Tanto nas empresas quanto em
qualquer equipe os resultados do desempenho determinam suas
probabilidades de sobrevivência e sucesso. Para atingir o
êxito não é suficiente com ter os recursos materiais e o
conhecimento de como devem ser feitas as coisas. O fato de
estar compostas as empresas e as equipes por pessoas implicam
que é fundamental o compromisso delas na atividade
desenvolvida.
A motivação é uma caraterística
da psicologia humana que contribui ao grau de compromisso da
pessoa com um objetivo. Motivar é o processo pelo
qual a pessoa se sente influída a mudar sua conduta no sentido
de oferecer o melhor que ela tem para dar na busca da
excelência no seu desempenho. Parte importante do processo de
motivar às pessoas é o conhecimento de "que é o que faz elas
funcionarem".
Existe uma série de conceitos amplamente
aceitados pelos pesquisadores respeito da motivação:
1.- Ela é boa. As pessoas motivadas se sentem bem respeito
de si mesmas. 2.- Ela é um fator marcante, entre outros, no
desempenho dos integrantes de qualquer grupo de trabalho.
Outros fatores são os conhecimentos de como fazer as coisas,
os recursos para fazê-las e as condições dentro das quais a
atividade é desenvolvida. 3.- A motivação não existe por si
mesma e é necessário fornecê-la periodicamente. Ela é
semelhante à gasolina de um carro: se vai consumindo e é
necessário repô-la para que o carro continue
funcionando. 4.- A motivação permite aos lideres se
relacionar com as equipes de uma forma evoluída e eficiente,
com benefícios para todas as partes.
A importância dada à motivação fez dela
objeto de inúmeras pesquisas tentando achar a fórmula mágica
que promova a excelência no desempenho das pessoas. Isto tem
produzido vários modelos sobre a motivação que não são mais
que diferentes aspetos de uma mesma realidade, focalizados em
outras tantas caraterísticas da natureza humana e as relações
interpessoais. Conhecê-los permitirá a quem trabalha com
outras pessoas, agir de jeito tal que possa efetivamente
ajudar no processo de atingir os objetivos e metas propostas.
Veremos a continuação alguns desses
modelos. É importante compreender que o fato de ter vários
modelos não significa que um deles seja o correto e os outros
estejam errados. Significa que cada um desses modelos fornece
diferentes ferramentas para o relacionamento entre líderes e
seguidores. Assim como as pessoas são diferentes umas das
outras, os estilos de se relacionar com elas para motivá-las
variam segundo as caraterísticas particulares da pessoa em
cada caso.
O MODELO
TRADICIONAL
Baseia-se no conceito de que existe uma
relação direita entre o rendimento do trabalhador e seu
salário. Esta idéia foi proposta há muito tempo e como
pioneira, peca de ingênua. Estabelece que quanto mais perceba
uma pessoa pelo seu trabalho, tanto mais vai se esforçar por
produzir mais. Esta idéia propõe que o indivíduo só age por
dinheiro e é basicamente não tem criatividade, independência,
autocontrole. Em outras palavras, não se pode confiar muito
nela.
Não se deve acreditar que isto reste
importância ao dinheiro como veremos mais adiante. Mas sim
significa que as pessoas geralmente são movidas a melhorar por
causas que vão além do dinheiro, uma vez que elas têm
suficiente para atender suas necessidades básicas.
No caso
da motivação pelo envolvimento de empreendimentos como o
marketing de rede, a possibilidade de ganhar (muito) dinheiro
as vezes não é suficiente para "induzir" a persistência
necessária para superar os primeiros estágios da atividade
(aqueles com resultados econômicos magros). Com certeza
aqueles empresários independentes bem sucedidos têm outros
fatores "motivadores" adicionais e imprescindíveis que lhes
impulsam a trabalhar com energia para
triunfar.
O MODELO DAS RELAÇÕES
HUMANAS
Esta teoria propõe que o indivíduo pode
se motivar através de um trato agradável com um ambiente de
bom relacionamento com seus colegas satisfazendo assim suas
necessidades sociais e de valorização pessoal.
O patrão é mais amigo que chefe, os
colegas conformam junto com ele uma família antes que uma
equipe de trabalho, etc. O tempo mostrou a simpleza deste
raciocínio. Mais uma vez, o conceito faz questão de um aspeto
necessário em alguns casos mas insuficiente. Numa empresa
tradicional, o modelo chefe-amigo pode se confundir com falta
de autoridade, o ambiente familiar com informalidade.
Podem-se aplicar as conclusões do
parágrafo anterior aqui também: no
marketing de rede um relacionamento amistoso e confortável
entre os integrantes de uma equipe é recomendável, mas não
assegura resultados positivos em termos de
produtividade.
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